Guia do Embaixador
Como documentar sua área
Progresso
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O guia de instalação te deixou com o hub4u aberto no VS Code. Esta página é o que vem depois: como tirar da sua cabeça o que a sua área sabe, sem você digitar documento nenhum.

A parte que trava todo mundo não é a ferramenta. É achar que documentar significa sentar na frente de uma tela em branco e escrever trinta páginas. Não é isso, e se fosse ninguém entregaria. O que se pede é mais simples: fale o que você sabe. O Claude organiza, formata, interliga e devolve o que ficou faltando.

A régua, e ela vale para tudo aqui

Imagine que você foi promovido e sai da empresa em uma semana. Um profissional de fora assume sua cadeira. Você tem um dia para passar tudo e seis dias para conferir se a pessoa entendeu.

O que você escreveria nesse um dia? Escreva isso. Se o documento não serve para essa pessoa, ele não está pronto.

O que você entrega na primeira semana

É pequeno de propósito. Serve para você pegar o jeito e para a gente calibrar o padrão antes de você escrever trinta documentos no formato errado. As semanas 2 a 4 são o resto da lista, na ordem que você definir.

Estado da publicação atualizado em 25/08/2026

Hoje o /publicar consolida o seu trabalho e para antes de subir. O destino no repositório da empresa, e quem tem acesso a ele, ainda estão sendo definidos.

Isso não te bloqueia em nada. Documentar é o trabalho desta fase; publicar é um passo separado que vem depois, e o que você escrever agora sobe inteiro quando o destino existir. Nada se perde e nada precisa ser refeito.

Quando estiver definido, esta página é atualizada no mesmo link e você recebe um aviso no canal. Não guarde cópia desta página: volte nela.

Parte 1 de 4
O ciclo de trabalho
Cinco passos, sempre na mesma ordem. Você conversa em português normal em todos eles. Marque cada um conforme for fazendo.
1
Passo 1 de 5
Abrir a sessão
Toda sessão começa igual. O /iniciar lê o contexto da sua área e o estado do repositório, e te diz em uma linha o que ainda falta documentar. Você não precisa lembrar onde parou.
Painel do Claude
>/iniciar
Dica
Se for a sua primeira vez e ele responder que o ambiente não foi configurado, rode /setup antes. O /setup roda uma vez só, na vida.
2
Passo 2 de 5
Fazer o levantamento
Este é o passo que mais importa e o que todo mundo quer pular. Antes de escrever qualquer documento, você monta a lista completa do que existe na área. Só a lista. Nada é documentado ainda.
Painel do Claude
>/estruturar
Os três blocos da lista
1
Cadeiras. Toda posição da área, inclusive as vagas e as previstas.
2
Indicadores. Todo número que a área olha, no menor grão possível. E também o que a área queria saber e não sabe medir, porque pergunta sem resposta vale tanto quanto métrica pronta.
3
Processos. Tudo que a área faz de forma repetida, do maior ao menor, inclusive o que parece óbvio demais para escrever.
Atenção
Nesta fase, excesso de indicador é o certo, e é o contrário da boa prática de gestão. Turnover não é um indicador, são vários: de novo contratado, de liderança, por unidade, por tempo de casa. Quebre o grão. Mapear demais agora é o que permite descartar depois com fundamento.
No fim, o /estruturar te devolve a ordem de ataque: quais itens documentar primeiro. Rode ele de novo, mais tarde, e ele vira auditoria: diz o que falta, o que está sem fórmula, o que ficou desconectado.
3
Passo 3 de 5
Escolher como a conversa vai acontecer
Aqui é onde você decide o formato. São quatro caminhos, eles se misturam, e o melhor quase sempre é começar pela entrevista gravada. A parte 2 desta página destrincha os quatro, com pauta e prompt pronto para cada um.
Escolha pelo que você tem em mãos
A
Tem alguém do time disponível? Entrevista gravada. É o que mais rende.
B
Está sozinho, com 20 minutos? Fala solo, em blocos.
C
Vai reunir o time e não sabe conduzir? Reunião guiada, com o Claude fazendo as perguntas.
D
Já existe documento, ou você acabou de executar? Aproveite o que já está pronto.
4
Passo 4 de 5
Escrever o item
O /documentar escreve um item por vez: uma cadeira, um indicador ou um processo. E, no mesmo passo, amarra ele nos outros dois tipos. Documento solto não serve para nada, então a interligação não é opcional.
Painel do Claude
>/documentar
Onde cada tipo mora
TipoPastaFormato
Cadeiraestrutura/Sempre arquivo
Indicadorindicadores/Sempre pasta, com o arquivo oficial de dados dentro
Processoprocessos/Arquivo ou pasta. O Claude decide e explica o motivo
A cadeira, não a pessoa
É a decisão mais importante da pasta estrutura/. Uma cadeira júnior de SAF comporta 10 chamados por dia. Se quem está nela hoje entrega 3 e você registrar 3, a empresa perde a régua: não sabe mais se o problema é a cadeira, a pessoa ou o headcount. Registre o tamanho da cadeira. Se ninguém sabe, escreva "não medido", que é resposta válida e é informação.
Dica
Nunca aceite uma suposição. Campo sem resposta recebe pendente, não medido ou a confirmar, nunca um chute plausível. Ponto cego declarado é informação; ponto cego escondido é armadilha para quem consulta.
5
Passo 5 de 5
Fechar a rodada
O /publicar tem dois momentos, e ele decide qual rodar pelo que você pedir. Consolidar é seguro e você roda sempre. Publicar torna o trabalho visível para a empresa inteira, e só acontece quando você pede.
Os dois momentos
Se você disserO que acontece
"salva", "consolida", "organiza o que eu fiz"Atualiza os index.md de todos os níveis, fecha versão e roda a auditoria. Fica tudo na sua máquina
"publica", "sobe", "terminei essa rodada"Consolida e depois copia para o repositório da empresa só o que está vigente
Importante
Todo documento nasce rascunho. Você marca vigente quando ele já pode ser usado como referência por alguém de outra área. É esse campo, e só ele, que decide o que a empresa vê. Rascunho pode ficar meses em rascunho; publicar rascunho é o problema.
Nada sai da sua máquina sozinho. Não existe sincronização automática com o repositório da empresa, e isso é decisão, não falta de tempo: enquanto você documenta, você ajusta, corrige, apaga e reescreve, e nada disso deveria estar visível para ninguém.
Onde estamos
O destino do Publicar ainda está sendo definido, então hoje ele para no Consolidar. O estado atualizado fica sempre no topo desta página, em Estado da publicação. O detalhe de destino e regras é do _contexto/publicacao.md dentro da sua pasta, que é a fonte única: se algum documento disser outra coisa, ele vence.
Parte 2 de 4
Os quatro caminhos
Formas diferentes de a conversa acontecer. Elas se misturam, e o melhor costuma ser começar pela primeira.

Entrevista gravada

O caminho que mais rende, e o mais subestimado. Falando, você entra em detalhe que jamais digitaria: a exceção, o caso estranho, o "ah, mas quando é fim de mês a gente faz diferente". É exatamente esse detalhe que faz o documento servir para quem vai assumir a cadeira.

Quando usarVocê vai levantar a área inteira, ou um bloco grande dela
Quem chamarAlguém que conhece a área tanto quanto você ou mais. Para processo, chame quem executa, não só quem gerencia. Quem executa sabe onde trava
Quanto tempo45 a 60 min para as cadeiras · 40 a 50 min para os indicadores · 30 a 40 min por processo
Pauta prontatemplates/roteiros-entrevista/, uma por tipo
Antes da reunião
1
Abra a pauta do tipo que você vai levantar e leia as perguntas antes. Não leia durante: use como trilho, não como formulário.
2
Avise que vai gravar e que não é avaliação de ninguém, é o desenho da área. Isso muda o que a pessoa fala.
3
Não é reunião de trabalho, é reunião de despejo. Abra assim: "vamos falar de todas as cadeiras que existem aqui e qual o papel de cada uma".
Três regras de condução
1
Deixe a pessoa divagar. O detalhe que interessa quase sempre aparece fora da pergunta. Quando ela disser "ah, mas aí tem um caso que", pare o roteiro e puxe esse caso.
2
Persiga a exceção. "E quando dá errado?" é a pergunta que mais rende em qualquer um dos três roteiros. Processo perfeito no papel não ajuda ninguém.
3
Não corrija ninguém na hora. Se a pessoa descrever algo que você acha errado, anote e siga. A conversa levanta o que existe; a validação vem depois.
Depois da reunião
1
Cole a transcrição no painel do Claude com o prompt abaixo.
2
Ele devolve o que montou e o que ficou faltando.
3
O que faltou vira a pauta da segunda conversa, que é curta. É esse vai e volta que faz o ciclo funcionar.
Cole no ClaudeTranscrição de reunião de cadeiras
Essa é a transcrição de uma reunião de levantamento das cadeiras da área [SUA AREA].

Organiza no padrão da casa e me diz, cadeira por cadeira, o que ficou faltando.

Não preenche buraco com dedução plausível: o que não foi dito vira pendente, não medido ou a confirmar. Nome de pessoa ou de sistema que veio deturpado pela transcrição automática, marca como (a confirmar) e não chuta a grafia.

Atenção na capacidade: eu quero quanto a CADEIRA comporta quando bem ocupada, não quanto a pessoa que está nela entrega hoje. Se a transcrição misturou os dois, me aponta.
Cole no ClaudeTranscrição de reunião de indicadores
Levantamento de indicadores da área [SUA AREA].

Organiza no padrão, quebra o grão onde der e me lista o que ficou sem fórmula ou sem fonte.

Para cada indicador eu preciso das quatro obrigatórias: o que é em uma frase, como calcula com numerador e denominador nomeados, de onde vem o dado sistema por sistema, e qual é o arquivo oficial. Nenhuma pode ficar vaga.

Fecha me dizendo, para cada um, o que ele NÃO diz.
Cole no ClaudeTranscrição de reunião de processo
Reunião sobre o processo [NOME DO PROCESSO] da área [SUA AREA].

Escreve no padrão da casa e me diz onde o passo a passo ficou vago demais para alguém executar sem ajuda.

O bloco de travas é o que mais importa: onde o processo para, o que depende de outra área, qual o erro que gente nova sempre comete. Se a transcrição não cobriu isso, me diz que virou pauta da próxima conversa.
Dica
Uma reunião de 50 minutos costuma render o levantamento inteiro de cadeiras de uma área média. Duas cabeças lembram do que uma esquece, então chamar mais uma pessoa vale mais que estender o tempo.

Fala solo, em blocos

Você não precisa de outra pessoa. Abre o Claude e vai contando o que a área faz, sem ordem e sem se preocupar com formato. Deixa sair. Depois pede para ele organizar.

Quando usarNão tem com quem falar, ou tem uma janela solta de 20 minutos
Quanto tempo15 a 20 min por bloco. Aguenta ser feito em pedaços
A vantagemQuinze minutos hoje sobre um processo, vinte amanhã sobre outro. O Claude empilha e você fecha depois
Wispr Flow
É aqui que ele muda o jogo. Você fala e o texto aparece digitado direto no painel do Claude, sem você tocar no teclado. Para quem pensa falando e trava escrevendo, é a diferença entre entregar e não entregar. Detalhe na parte 3.
Cole no ClaudeAbrir um bloco de fala solta
Vou falar sem ordem sobre [ASSUNTO] da minha área.

Não me interrompe e não organiza ainda. Só escuta e vai guardando.

Quando eu disser que terminei, você me mostra:
1. o que dá pra virar cadeira, indicador ou processo
2. o que ficou faltando em cada um pra virar documento de verdade
3. o que eu falei que não é conhecimento de área e deve ficar de fora
Cole no ClaudeFechar o bloco e virar documento
Terminei. Organiza o que eu falei.

Escolhe UM item pra documentar agora, o que estiver mais completo, e roda /documentar nele. O resto vira pendência declarada no index, não documento pela metade.

Reunião guiada

Aqui o Claude vira o entrevistador e você não precisa saber conduzir. Serve quando você reuniu o time e não quer ficar com a pauta na mão, e serve também quando você é a pessoa entrevistada.

Quando usarVocê reuniu o time e quer que a conversa tenha trilho sem você gerenciar as perguntas
Como funcionaVocê cola o prompt, ele faz uma pergunta por vez, você dita ou digita a resposta do time, ele segue
Quanto tempo30 a 60 min, igual à entrevista gravada
Como rodar na prática
1
Abra o painel do Claude e compartilhe a tela. O time vê a pergunta aparecer, e isso segura o foco melhor que pauta em PDF.
2
Cole o prompt abaixo, trocando o objetivo.
3
Responda por ditado enquanto o time fala. Não precisa transcrever palavra por palavra, o resumo do que foi dito basta.
4
Grave a reunião mesmo assim. Se algo se perder no resumo, a transcrição recupera.
Cole no ClaudeTransformar o Claude em entrevistador
Você vai conduzir uma entrevista comigo agora, ao vivo, com o meu time na sala.

Objetivo: [mapear as cadeiras da minha área / levantar os indicadores / destrinchar o processo X].

Regras da condução:
- usa a pauta de templates/roteiros-entrevista/ como trilho, mas não lê ela pra mim
- UMA pergunta por vez, e espera minha resposta antes da próxima
- quando minha resposta for rasa, insiste antes de seguir
- quando aparecer uma exceção ou um caso estranho, para o roteiro e puxa esse caso
- não me corrige durante, só anota

No fim, me mostra o que você conseguiu montar e a lista do que ficou faltando.
Cuidado
Se a conversa virar avaliação de pessoa, corte. O que entra no repositório é a cadeira. Quem senta nela hoje é um campo do documento, não o assunto dele, e desempenho individual não entra nesta fase.

Já existe, ou acabou de acontecer

Boa parte do que a sua área sabe já está escrita em algum lugar: um manual velho, um slide de treinamento, um e-mail longo, uma planilha comentada. E o trabalho que você acabou de executar é matéria-prima fresca.

Documento que já existe
1
Antes de aproveitar, identifique: de quem é, de quando é, se ainda vale e qual objeto do repositório deveria receber aquela informação.
2
Não crie uma versão paralela só para "organizar". Documento velho que continua valendo vira o canônico; documento superado vira obsoleto e sai de circulação.
Cole no ClaudeAproveitar um documento existente
Esse documento já existe na área [SUA AREA]. Antes de escrever qualquer coisa, me diz:

1. de quem é e de quando é
2. o que dele ainda vale e o que já mudou
3. qual objeto do repositório deveria receber essa informação: cadeira, indicador ou processo
4. se é caso de criar novo ou de atualizar um que já existe

Não cria versão paralela só pra organizar, e não trata o que está escrito como verdade só porque está escrito.
Cole no ClaudeDocumentar o que você acabou de executar
Acabei de [o que você fez].

Documenta o método, a decisão que eu tomei e o motivo dela, e o que vai ser útil de novo na próxima vez.

Não registra cada clique nem raciocínio descartável. Se isso já tem um processo escrito, atualiza ele e sobe a versão com o racional em vez de criar documento novo.
Parte 3 de 4
Duas ferramentas que aceleram muito
Nenhuma é obrigatória, e nenhuma delas é a ferramenta do programa. São atalhos que valem o que custam se você vai fazer isso com frequência.
Granola
Paga

Grava a reunião e devolve a transcrição inteira, pronta para colar. Roda por cima de qualquer chamada, sem entrar como participante e sem aquele robô que aparece na sala e constrange todo mundo.

ResolveO caminho A inteiro. Sem transcrição, sobra a sua memória do que foi dito, que é bem menos do que foi dito
Vale seVocê vai documentar por reunião, que é o caminho que mais rende
Na práticaTermina a reunião, abre a transcrição, copia tudo, cola no Claude com o prompt do caminho A
Wispr Flow
Paga

Você fala e o texto aparece digitado, em qualquer campo do computador, inclusive dentro do painel do Claude. Não é ditado de celular: ele limpa a fala, tira o "é", o "tipo assim" e a repetição, e entrega texto que já dá para usar.

ResolveO caminho B, e o caminho C quando você está anotando o que o time responde
Vale seVocê pensa falando e trava escrevendo. Para essa pessoa, muda o jogo
Na práticaSegura a tecla, fala por dois minutos, solta. O parágrafo aparece pronto no painel
Antes de assinar
Fale com quem está conduzindo o programa antes de contratar qualquer uma das duas. Pode já existir licença, e pode não valer a pena para o seu volume. Não contrate no cartão pessoal para depois pedir reembolso.
De graça
Se você não vai assinar nada agora, dá para começar mesmo assim: grave a reunião pelo próprio Meet ou Teams e cole a transcrição que eles geram. É pior que a da Granola, e é muito melhor que nada. O ditado nativo do Mac e do Windows também resolve o caminho B no começo.
Parte 4 de 4
Um formato de trabalho que funciona
Sugestão, não regra. Serve para quem abriu a ferramenta e não sabe como encaixar isso numa semana que já está cheia.

O erro de calendário mais comum aqui é tratar documentação como tarefa de sobra, daquelas que se faz "quando der". Não dá, nunca. O que funciona é o contrário: duas janelas fixas por semana, na agenda, com o mesmo horário toda semana, e uma reunião gravada logo no começo.

Semana 1
Levantar
  • Uma reunião gravada de 60 min com alguém do time, sobre as cadeiras
  • Um bloco de 90 min para rodar /estruturar com a transcrição e fechar o levantamento
  • Um bloco de 90 min para escrever o trio: 1 processo, 1 cadeira, 2 indicadores
Sai com: o mapa da área e quatro documentos
Semanas 2 a 4
Escrever
  • Dois blocos de 90 min por semana, mesmo dia e mesma hora
  • Uma reunião gravada extra quando o assunto for um processo que você não executa
  • Roda /estruturar em auditoria no fim de cada semana para ver o que falta
Sai com: o resto da lista, na ordem que você definir
Como usar um bloco de 90 minutos
1
5 min. /iniciar. Ele te diz o que está pendente e você escolhe o item.
2
60 min. /documentar, um item por vez. Dois itens bem escritos valem mais que cinco pela metade.
3
15 min. Leia o que ele escreveu e corrija o que estiver errado. Ele estrutura, você confirma se é verdade.
4
10 min. /publicar em modo consolidar. Fecha os index, fecha versão, roda a auditoria.
Ritmo
Quem entra de cabeça produz muita coisa em dez a quinze dias. Não é exagero: é o que acontece quando alguém que domina uma área para de escrever e começa a falar.

O que costuma dar errado

Documentar a pessoa em vez da cadeira
O erro mais caro da lista, e o mais fácil de cometer. Registre quanto a cadeira comporta quando bem ocupada. Se ninguém sabe, "não medido" é a resposta certa. O número da pessoa atual, não.
Escolher poucos indicadores
Nesta fase é o contrário da boa prática. Mapeie o máximo que conseguir, no menor grão, inclusive os que você ainda não sabe medir. Excesso agora é o que permite descartar depois com fundamento.
Pular o levantamento e sair escrevendo
Sem a lista, você escreve o que lembra, na ordem que lembra, e descobre no fim que faltou metade. O levantamento é o mapa da obra e leva uma reunião.
Esperar o processo parar de mudar
Não vai parar. Todo processo nasce v1, e quando muda vira v2 registrando o que mudou e por quê. O trabalho grande é uma vez, depois é pontual.
Aceitar uma suposição do Claude
Ele estrutura muito bem e às vezes preenche lacuna com o que soa plausível. Você é quem confirma se é verdade. Quando não souber, exija "pendente", "não medido" ou "a confirmar" no lugar.
Confundir salvar com publicar
Salvar na sua pasta é seu. Publicar torna visível para a empresa inteira. Só o que está vigente sobe, e quem decide isso é você, documento por documento.

Duas perguntas que sempre aparecem

"Mas o dado da minha área está numa planilha manual."
Está tudo bem. Planilha é banco de dados válido, inclusive de forma permanente. Não precisa integração, não precisa sistema. O que precisa é ser fonte única, com dono, em local conhecido, declarada como oficial no documento do indicador. O que não vale é o número morar no seu computador, em anexo de e-mail ou em três versões divergentes. Se a fonte é 100% manual, registre isso como fato: mapear o gargalo é entregar informação, não é falhar.
"Onde fica a minha pasta, e ela tem backup?"
Quem usa git trabalha no repositório e o git guarda o histórico. Quem não usa deve trabalhar na pasta do próprio Meu Drive, algo como Meu Drive/hub4u/<sua-area>: o cliente do Google Drive te dá backup sem você pensar nisso, e isso não publica nada, porque o repositório da empresa é outro lugar. A única coisa proibida é trabalhar direto na pasta da sua área dentro do Shared Drive. Ali é destino, não oficina.
O ciclo, em uma linha
Fale, deixe organizar, olhe o que ficou faltando, fale de novo sobre o que faltou.

Repete até o documento passar na régua: se você saísse em uma semana, alguém de fora assumiria sua cadeira com o que está escrito? Se sim, está pronto. Se não, tem mais uma conversa a fazer.

Travou em qualquer ponto, ou não sabe por onde começar? Fale com quem está conduzindo o programa antes de improvisar. Ninguém precisa descobrir sozinho.